O mundo seria um lugar pior sem o multilateralismo. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) é prova de que, quando os países se escutam e trabalham juntos, é possível transformar realidades.
O Brasil tem orgulho de inspirar o mundo com políticas sociais que se tornaram exemplo de inclusão, justiça e combate à fome. 🇧🇷❤️
🎥 Audiovisual/PR
Milhões de pessoas no mundo não têm o pão de cada dia porque aqueles que poderiam resolver esse problema escolheram ignorá-lo. É preciso colocar os pobres no orçamento, transformar o combate à fome em política de Estado. E os mais ricos devem contribuir com sua justa parte.
🔹673 milhões de pessoas enfrentam a fome
🔹3 refeições diárias para todos custariam US$ 315 bilhões
🔹Um imposto global de 2% sobre os super-ricos poderia acabar com essa fome - Presidente @LulaOficial em 📷 🇮🇹no @World_FoodForum
Artigo do Presidente Lula publicado entre 13 e 14 de outubro de 2025 no Infobae 🇦🇷, Al Jazeera 🇶🇦, La Tercera 🇨🇱, El Espectador 🇨🇴, El País 🇪🇸, Libération 🇫🇷, La Repubblica 🇮🇹, La Jornada 🇲🇽, Jornal Notícias 🇲🇿, Público 🇵🇹, Daily Nation 🇰🇪 e The Independent 🇬🇧.
📰 A EXISTÊNCIA DA FOME É UMA ESCOLHA POLÍTICA
A fome não é uma condição natural da humanidade, nem é uma tragédia inevitável: ela é fruto de escolhas de governos e de sistemas econômicos que optaram por fechar os olhos para as desigualdades. Ou mesmo promovê-las.
A mesma ordem econômica que nega a 673 milhões de pessoas o acesso à alimentação adequada permite a um seleto grupo de 3 mil bilionários deterem 14,6% do PIB global.
Em 2024, as nações mais ricas ajudaram a impulsionar o maior aumento em gastos militares desde o fim da Guerra Fria, que chegaram a US$ 2,7 trilhões no ano. Mas não tiraram do papel o compromisso que elas mesmas assumiram: investir 0,7% do PIB em ações concretas para a promoção do desenvolvimento nos países mais pobres.
Vemos, hoje, situações semelhantes àquelas que existiam há oitenta anos, quando a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO, foi criada. Diferente daquela época, contudo, não temos apenas as tragédias da guerra e da fome se retroalimentando, mas também a urgente crise climática. E a concertação entre as nações criada para resolver os desafios de 1945 não dão mais conta dos problemas atuais.
É necessário reformar os mecanismos globais de governança. Precisamos fortalecer o multilateralismo, criar fluxos de investimentos que promovam o desenvolvimento sustentável e garantir aos estados a capacidade de implementar políticas públicas consistentes de combate à fome e à pobreza.
É fundamental incluir os pobres no orçamento público e os mais ricos no imposto de renda. Isso passa pela justiça tributária e a taxação dos super-ricos, tema que conseguimos incluir – pela primeira vez – na declaração final da cúpula do G20 em novembro de 2024, realizada sob a presidência brasileira. Uma mudança simbólica, mas histórica.
Defendemos tal prática no mundo – e a adotamos no Brasil. Está em vias de ser aprovado no Congresso brasileiro uma mudança substancial nas regras tributárias: pela primeira vez no país, haverá uma taxação mínima sobre a renda das pessoas mais ricas do país, isentando do imposto milhões de pessoas com salários menores.
Também à frente do G20, o Brasil propôs a criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. A iniciativa, embora recente, já conta com 200 membros — 103 países e 97 parceiros como fundações e organizações. Não se trata só de trocar experiências, mas de mobilizar recursos e cobrar compromissos.
Com a Aliança, queremos que os países tenham as capacidades necessárias para conduzir as políticas que efetivamente reduzam a desigualdade e garantam o direito à alimentação adequada. Políticas que têm resultados rápidos, como os registrados no Brasil após elevarmos o combate à fome à condição de prioridade de governo em 2023.
Dados oficiais divulgados há poucos dias mostram que libertamos da fome 26,5 milhões de brasileiros desde o início de 2023. Além disso, o Brasil saiu, pela segunda vez, do Mapa da Fome da FAO em seu relatório sobre a insegurança no mundo. Mapa ao qual não teria retornado se as políticas iniciadas ainda nos meus primeiros governos (2003-2010) e da presidenta Dilma Rousseff (2011-2016) não tivessem sido abandonadas.
Por trás desta conquista, estão ações coordenadas em diversas frentes. Qualificamos e ampliamos nosso principal mecanismo de transferência de renda, que passou a atender a 20 milhões de lares, com atenção a 8,5 milhões de crianças de até 6 anos.
Ampliamos os recursos destinados à alimentação gratuita nas escolas públicas, que beneficia 40 milhões de estudantes. Por meio de compras públicas de alimentos, garantimos renda a famílias de pequenos agricultores e distribuímos comida gratuita e de qualidade a quem realmente precisa. Além disso, aumentamos o fornecimento gratuito de gás de cozinha e eletricidade às pessoas de menor renda, abrindo espaço no orçamento familiar para fortalecer a segurança alimentar
Nenhuma dessas políticas, porém, se sustenta sem um ambiente econômico que as impulsione. Quando há empregos, quando há renda, a fome perde sua força. Por isso, adotamos uma política econômica que priorizou o aumento dos salários e nos levou ao menor índice de desemprego já registrado no Brasil. E também ao menor índice de desigualdade de renda familiar per capita.
O Brasil ainda tem muito a avançar até garantir a plena segurança alimentar a toda sua população, mas seus resultados confirmam que a ação do estado é capaz, sim, de vencer o flagelo da fome. Tais iniciativas, contudo, dependem de mudanças concretas nas prioridades mundiais: investir em desenvolvimento, e não em guerras; privilegiar o combate à desigualdade, e não as políticas econômicas restritivas que por décadas têm provocado enorme concentração de riqueza; e encarar o desafio da mudança do clima, tendo as pessoas no centro de nossas preocupações.
Ao sediar a COP30 na Amazônia, no mês que vem, o Brasil quer mostrar que o combate à mudança do clima e o combate à fome e à pobreza precisam andar juntos. Queremos adotar, em Belém, uma Declaração sobre Fome, Pobreza e Clima que reconheça os impactos profundamente desiguais das mudanças climáticas e seu papel no agravamento da fome em certas regiões do mundo.
Também levei estas mensagens ao Fórum Mundial da Alimentação e à reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global Contra a Fome, eventos dos quais tive a honra de participar no dia 13, em Roma. Mensagens que mostram que as mudanças são urgentes, mas são possíveis. Pois a humanidade, que criou o veneno da fome contra ela mesma, também é capaz de produzir o seu antídoto.
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República do Brasil
De volta ao Brasil, trago comigo a alegria de um excelente encontro com o Papa Leão XIV, no Vaticano. Tive uma química muito boa com o Papa. Parecia que nos conhecíamos há muitos anos, pela afinidade que tivemos.
🎥 @ricardostuckert
Acabamos de pousar em Cabo Verde, em escala para nosso retorno ao Brasil. E recebi uma notícia maravilhosa. Hoje a seleção de futebol do país se classificou, pela primeira vez na história, para a Copa do Mundo. Motivo de grande alegria para nosso país irmão de língua portuguesa.
Parabéns à seleção e ao povo cabo-verdiano por essa conquista! ⚽🇨🇻
Não podemos separar a fé do amor pelos mais pobres. Uma mensagem constantemente reforçada pelo Papa Leão XIV, e expressa no Dilexi Te, que fiz questão de endossar em nosso encontro de hoje. Precisamos criar um movimento de indignação contra a desigualdade.
Sigamos juntos, Santo Padre, na Igreja e na sociedade, construindo um mundo com mais justiça e fraternidade ✨
A opção preferencial pelos pobres gera uma renovação extraordinária tanto na Igreja como na sociedade, quando somos capazes de nos libertar da autorreferencialidade e conseguimos ouvir o seu clamor. #DilexiTe
A abertura do escritório da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, hoje, na @FAO, é um passo firme para a consolidação deste projeto e para a implementação das ações previstas na Aliança. Já somos 200 membros, com mais de 100 países signatários.
Tenho certeza, companheiro Qu Dongyu, que esta parceria será um marco para a FAO e para todas as pessoas que serão beneficiadas por esta Aliança.
Proud to witness opening of Global Alliance Against Hunger & Poverty offices at @FAO. I commend Brazil & President @LulaOficial for this bold step in our strives to achieve #FoodSecurity. The Alliance will bring knowledge, finance & action to where it is needed the most. #FAO80
Participei hoje da abertura do Fórum Mundial de Alimentação. Este é o evento anual mais importante da FAO, que completa neste ano oitenta anos.
É simbólico que sua fundação tenha precedido à da própria ONU. Uma semana antes de os líderes mundiais se reunirem em São Francisco em outubro de 1945, representantes de mais de quarenta países se encontraram no Canadá para criar esta Organização.
Quando o mundo emergia de seu momento mais sombrio, a comunidade internacional reconheceu que em seu futuro não havia lugar para a fome.
O brasileiro Josué de Castro, que presidiu o Conselho Executivo da FAO nos anos cinquenta, dizia que “metade da humanidade não come; e a outra metade não dorme, com medo da que não come”.
📸 @ricardostuckert
Desde 2023, temos trabalhado incansavelmente para reconstruir políticas sociais.
As sementes que plantamos frutificaram. Neste ano, a FAO anunciou que o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome. Em 2024, alcançamos a menor proporção de domicílios em situação de insegurança alimentar grave da nossa história. Registramos, ainda, a menor proporção de domicílios com crianças menores de 5 anos em situação de insegurança alimentar grave desde 2004. Estamos interrompendo o ciclo da exclusão.
Um país soberano é um país capaz de alimentar seu povo. A fome é inimiga da democracia e do pleno exercício da cidadania. É possível superá-la por meio da ação governamental. Mas governos só podem agir se dispuserem de meios.
Por isso, ampliar o financiamento ao desenvolvimento, reduzir os custos de empréstimos, aperfeiçoar sistemas tributários e aliviar a dívida dos países mais pobres são medidas cruciais. Não basta produzir. É preciso distribuir.
📸 @ricardostuckert
A escritora brasileira Carolina de Jesus, mulher negra que registrou as aflições cotidianas dos moradores de uma favela em São Paulo, disse que a escravatura do mundo atual se chama fome.
Nossa maior missão é concretizar a promessa inscrita na Constituição da FAO e livrar, enfim, a humanidade desse mal. Só vamos combater a fome, a pobreza e as desigualdades de forma eficaz quando os pobres deixarem de ser invisíveis para a elite política.
📸 @ricardostuckert
O que vai acabar com as guerras no mundo não é mais arma. É mais comida, mais trabalho, mais harmonia e paz.
E eu continuarei minha luta para indignar a sociedade contra a desigualdade. Todo mundo tem direito de tomar café da manhã, almoçar e jantar.
🎥 @ricardostuckert
Foi uma enorme satisfação encerrar a 2ª Reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. A Aliança é um projeto de iniciativa brasileira, e foi criada durante nossa presidência do G20 em 2024.
A fórmula é simples:
1️⃣ Reunir políticas públicas que deram certo;
2️⃣ Articular essas políticas com recursos e conhecimento;
3️⃣ Apostar em cooperação, sem condicionalidades; e
4️⃣ Garantir que a adaptação e a implementação de programas seja liderada pelos países receptores.
O objetivo é dobrar esforços para o cumprimento das Metas 1 e 2 da Agenda 2030.
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éramos muito jovens… e não tínhamos ideia que nossos sonhos eram ambiciosos demais
1K Followers 3K FollowingBrasil e meu pais.Amo a diversidade cultural.Sigo gente de conteudo . serio...Hipocritas...to fora. Dificil a vdd por aqui heim?